sábado, 14 de julho de 2012

BH - Iron Biker - Vídeos

Seguem os vídeos referentes aos anos que participei do Iron Biker

Iron Biker 1999




Iron Biker 2000




Iron Biker 2001



Leia mais... »

BH - Iron Biker - Parte Final



Para mim, a terceira e última participação, foi a que teve o trajeto mais legal e foi a que mais gostei de participar.

A largada do primeiro dia estava marcada para um local próximo à Lagoa dos Ingleses (Alphaville), distante uns 15 km da minha casa. Tinha chovido bastante no dia anterior e, no sábado pela manhã, a chuva caía forte. Mesmo assim, decidi ir, de carro, para o local da largada, na esperança da chuva terminar. Dito e feito. Cheguei ao local e fiquei sabendo que tinham atrasado a largada em cerca de uma hora, em função da chuva que tinha acabado a uns 15 min. Para minha sorte, resolvi passar protetor solar, pois, cerca de uma hora depois, abriu um sol forte que ficou mais forte durante o passar das horas. Quem não se protegeu, se queimou, muito!

Começamos por trilhas que já conhecia, mas, poucos quilômetros depois, o percurso entrou em um propriedade particular, onde barravam os não inscritos (a 'turma da pipoca'). E desta vez, não tinha um caminho alternativo que eu conhecesse. Procurei, junto com outros 'barrados na trilha', um local para voltarmos ao percurso. Tivemos que andar por matos, atravessar brejo (carregando a bike) e ainda aguardar a saída de um vigia que ficava ao lado de um trevo, verificando se somente os inscritos passavam. Esta 'aventura' deve ter levado quase uma hora.

Quando consegui voltar ao percurso, quase uma hora depois, estava na turma do 'fundão'. Com pouco tempo de pedalo, encontrei uma placa de inscrição no chão. Não pensei duas vezes. Parei e a peguei. Não a coloquei no guidon, mas cheguei a utilizá-la para obter água, durante a pedalada, quando parei em pontos de apoio que só davam água para inscritos. Realmente não foi uma atitude muito correta da minha parte, mas, com uma sede insuportável e sol idem, pensei na minha sobrevivência! :)

Pouco após achar a placa, comecei a acompanhar uma biker que estava pouco à minha frente. Fomos pedalando num bom ritmo e tentei animá-la, quando o cansaço batia. Pedalamos juntos até o final do percurso feminino/infantil (cerca de uns 45 km) que ficava uns 32 km antes do final.


Neste dia, passamos por locais muito legais: um visual lindíssimo num alto de uma serra, seguido por uma descida em uma trilha de pedras feita por escravos; por trilhas que acompanhavam os trilhos de um trem (neste trecho, não tinha como fazer ultrapassagens, obrigando a todos irem num mesmo ritmo), por pontes e um túnel para trens. O túnel, por ser muito escuro, foi iluminado de uma forma bem divertida: abóboras, como as do dia das bruxas, com vela dentro. Todos curtiram muito!


Além destes lugares descritos acima, o percurso deste primeiro dia também teve tudo que um bom Mountain Biker gosta: trilhas, estradões, passagens por riachos, lama, lindas paisagens, grama, ...

Neste dia cheguei bem, ao final da prova, não tanto extenuado como das outras vezes. A organização oferecia um transporte, em caminhão, para uma cidade próxima (cerca de 15 km), onde as equipes de apoio aguardavam o retorno dos competidores.

Como estava sozinho, tive que descolar uma carona. Acabei conseguindo voltar num ônibus que trazia vários competidores. Minha bike e eu fomos na parte da frente, na cabine do motorista, junto com outros bikers. Viajei sentado nos degraus da porta do ônibus. O espaço era bem pequeno e acabei tendo câimbras, mas foi uma carona muito bem vinda, pois não teria como voltar sem esta ajuda!

Bem, estas foram as histórias, relativas às minhas participações no Iron Biker, que mais me marcaram. Quem tiver oportunidade de participar, posso dizer que vale muito à pena e que certamente, para os amantes do MTB, é uma das melhores provas existentes.

O site oficial do evento é: http://www.ironbiker.com.br/


Resumo das Participações


IB 1999
    Data: 16 e 17 out 
    Participantes: 800
    Distância: 115 Km
Roteiro: Honório Bicalho – Belo Horizonte
Desafios: Sol muito forte, clima seco e o excesso de poeira.

IB 2000
Data: 21 e 22 de out
Participantes: 854
Distância: 128 Km

Roteiro: Belo Horizonte – Itabirito ( 76 Km )
Desafios: Pela primeira vez a largada aconteceu em Belo Horizonte , no BH Shopping. Muita poeira no 1º dia

IB 2001
    Data: 20 e 21 de out
    Participantes: 870
    Distância: 139 Km
Roteiro: Minas Náutico/Alphaville – Tripuí ( 77 Km )
Desafios: Largada no Minas Náutico – Alphaville. Até 40 minutos antes da largada chovia torrencialmente.
A chuva parou completamente, mas as trilhas ficaram muito escorregadias e com muita lama.


Leia mais... »

BH - Iron Biker - Parte 2

Além da minha primeira participação em uma prova do Iron Biker, lembro-me de duas outras que participei (apenas um dia em cada uma) e uma tentativa de apoio ao meu irmão que acabou em um acidente.

Na segunda participação, a largada foi próxima ao Clubinho (local que eu já conhecia e as trilhas próximas também). Como na participação anterior, não tinha feito a inscrição, só que, desta vez, estava sem um companheiro de prova, no meio de centenas de bikers. A largada foi tranquila e, como tinha muitos ciclistas, a velocidade era baixa. Aos poucos o pessoal foi se ajeitando e cada um pedalando no seu ritmo. Após uns 3km a organização desviou o percurso, de tal modo que teríamos que passar por dentro de uma propriedade particular. E, neste momento, somente quem tinha a placa de inscrição era liberado para passar. Achei que seria o fim de prova para mim. Mas, junto com mais alguns outros que estavam na mesma situação que a minha, procuramos e encontramos um caminho alternativo, um pouco mais longo, mas que cruzava com a rota da prova.


Nesta prova pedalamos por mais de 2km por dentro do leito de um rio (a água ficava pouco abaixo da corrente). Muito radical! Passamos por várias trilhas, estradões, trechos com muita pedra, areia, barro... Tinha de tudo! Com o passar das horas, o sol ficava mais forte. Minha água, que tinha levado em duas garrafinhas, já tinha acabado e a organização somente fornecia para os inscritos (justo! até para a turma do 'fundão' dos inscritos já tinha acabado).

Após quase de 5 hrs de prova, vieram as subidas mais fortes e com o sol mais quente. Vi vários ciclistas, por toda a subida, passando mal, vomitando, com câimbras e deitados sobre a sombra, esperando passar um pouco o calor. Fui pedalando e também empurrando a bike, na esperança de conseguir passar por estes 'pesadelos'. Não tinha alternativa: no meio do mato, não teria resgate. Ou finalizava a prova ou chegava até o final! :)

Após 6 hrs e 30 min (aproximadamente), cumpri minha meta, chegando ao final da prova, num posto de combustível. Cheguei vivo e sem machucados! Nem pneu furou (não tinha levado kit de primeiros socorros da bike). Estava muitíssimo cansado, mas extremamente feliz! Duvidava que eu conseguiria chegar, ainda mais sem apoio...

Procurei um orelhão e solicitei o resgate. Meu pai foi me buscar. O resto do dia foi para descansar.

Pedalei!
Leia mais... »

BH - Iron Biker - Parte 1

As provas do Iron Biker que disputei são guardadas num local especial entre as minhas memórias. Somente alguém que já tenha disputado uma, sabe o que é pedalar por lugares lindíssimos, se esforçando ao máximo, passando por dificuldades e chegando extenuado, mas como uma sensação de vitória, mesmo tendo chegado várias horas após a turma da elite.

Participei de várias provas do Iron Biker, mas sempre na 'turma da pipoca' (junto com o pessoal que não pagava, por achar muito caro, mas que queria conhecer novas trilhas). Às vezes tínhamos que buscar caminhos alternativos, pois o caminho passava por dentro de propriedades particulares onde somente quem tivesse a placa com o número da inscrição podia passar. Hoje eu não faria deste jeito, mas, na época, era uma dose a mais de emoção! :)

Geralmente a prova consiste em dois dias: um deles saindo de Ouro Preto até um determinado local (cidade, posto, fazenda...) e deste local até Belo Horizonte. Ou o inverso, saindo de BH, parando num local intermediário e deste local até Ouro Preto no dia seguinte.

Para minha primeira participação, entrei em contato com um primo que tinha uma MTB apropriada para trilhar e consegui que ele me emprestasse a bike para participar da prova. Nesta prova eu participei junto com meu irmão mais velho, somente no segundo dia de prova. Saímos de uma cidade próxima a Belo Horizonte, com o objetivo de chegar em BH. Foram cerca de 45 km de trilhas, estradões, passando por rio e, no trecho final, uma subida muito forte, a subida do Clubinho, com cerca de 2 km de extensão.

Meu irmão tinha muito mais experiência e preparo. Eu tentava acompanhá-lo, mas, várias vezes, ele tinha que ficar me aguardando. Fiquei maravilhado com toda a prova. Além da natureza exuberante, o clima da prova e tantos bikers todos com o mesmo objetivo: vencer as adversidades e chegar ao fim.

À medida que pedalava, a distância da linha de chegada diminuía e ficava mais próximo do meu objetivo. É claro que o cansaço, o sol, o barro, as pedras, os buracos contribuíam para esta conquista ficar mais difícil.

Após uns 40 km, a parte das trilhas tinha acabado. Somente paralelepípedos e asfalto pela frente. E locais por onde eu já tinha pedalado. O único mais complicado era a subida do Clubinho. Incentivado pelo meu irmão, fui pedalando e vencendo, aos poucos, este obstáculo. Já no final da subida, senti uma sensação de câimbra tomando conta da batata da perna esquerda. No intuito de não deixar a câimbra me atrapalhar, resolvi descer para empurrar a bike. Neste momento, tive câimbras nas duas pernas e me deitei no meio da pista, num asfalto quente. Meu irmão veio me perguntar o que estava acontecendo. Falei que era câimbra nas duas pernas. Começou a esticar minha pernas para ver se a dor passava. Passou um motoqueiro da organização perguntando se era algo grave e se precisava de ajuda. Meu irmão explicou que estava tranquilo e o motoqueiro se foi.

Fiquei por uns 5 min até a dor passar. A partir daí, terminei a subida e depois foi apenas pedalar um pouco para atravessar a linha de chegada. Mesmo com as câimbras, achei tudo excelente! Foi uma participação inesquecível!

Segue um vídeo que mostra um pouquinho, através de imagens de várias provas, do que é o Iron Biker!

Pedalei!


Leia mais... »

terça-feira, 12 de junho de 2012

BH - Trilhas: o Batismo

Meu irmão mais velho foi quem me apresentou, de fato, a uma verdadeira trilha.

Saímos da casa dos meus pais no início da tarde. A minha bike ainda era uma MTB genérica. Para minha segurança, estava usando um capacete e um par de luvas. Fomos pedalando até chegarmos ao início da trilha, que ficava próximo a um local chamado Clubinho e bem distante do nosso ponto de partida.

No início da trilha subimos bastante. Depois a trilha passava a ser uma subida suave e, logo em seguida, com trechos em descida e também com subidas. O visual era lindíssimo. Fizemos uma parada para lanchar e curtir a paisagem.


Ainda trilhamos um pouco mais e começamos a pegar o caminho para sair da trilha. No meio da última descida da trilha, passei por um buraco e perdi o equilíbrio, aterrissando no chão e detonando as luvas. Tirando uns raladinhos, nada demais aconteceu comigo. Foi meu Batismo numa trilha!

A partir desta trilha, comecei um paixão com esta modalidade tão boa e prazerosa de se curtir a natureza sobre rodas!

Leia mais... »

BH - Roubo e Assédio

Voltando a escrever sobre casos ocorridos quando morava em BH, vou falar sobre dois que me fizeram passar aperto: um de roubo e outro de assédio.

Em frente ao CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais), existe um ponto de ônibus que comporta a parada simultânea de quatro ônibus. Estava conversando com um colega, enquanto eu ia pedalando lentamente a minha bike e ele ia a pé, quando chegamos no ponto de ônibus. Logo em seguida, quatro ônibus pararam e os passageiros começaram a descer, bem como os que se encontravam no ponto começaram a subir.


O ponto de ônibus estava muito tumultuado e, neste momento, de um dos ônibus, desceram uns 10 pivetes (três crianças e 7 maiores). Os pequenos começaram a 'limpar' a galera, enquanto os grandes davam cobertura. Tentei sair dalí, mas estava fechado pelos ônibus e pedestres. Infelizmente, aconteceu o inevitável: um pivete pequeno veio em minha direção e me roubou. Roubou meu relógio, destes de trocar pulseiras, que era moda na época. Preferi não reagir, pois tinha dois pivetões logo atrás dele e antes o relógio do que a bike! :)

O assédio aconteceu devido a um imprevisto: o pneu da bike furou, quando voltava do laboratório de informática e que ficava bem longe da minha casa. Sem ter uma câmara sobressalente e um kit de ferramentas, além de não ter um posto muito próximo para consertar o pneu, comecei a empurrar a bike.


Tinha andado cerca de uns 30 min e ainda faltava cerca de uns 40 min para chegar em casa quando, passando em frente a uma oficina mecânica, empurrando a bike, o mecânico disse que tinha uma bike que estava parada, mas com o pneu dianteiro em boas condições e perguntou se eu não queria trocar pelo que estava furado. Achei uma boa idéia e aceitei. O detalhe foi que, durante a troca dos pneus, dentro da oficina, o camarada começou com uns papos estranhos, me mostrando calendário com mulher pelada e me pedindo para 'mostrar o meu' :) Fingi que não estava entendendo, acelerei a troca e saí o mais rápido que pude, dizendo que voltaria para desfazer a troca dos pneus.

No dia seguinte, quando fui destrocar os pneus, para minha sorte, ele estava ocupado atendendo um cliente, cujo carro estava na rua, em frente à oficina. Entrei, troquei os pneus rapidamente e saí. Agradeci pelo pneu e fui embora.

Graças a Deus nada de mais ocorreu!

Leia mais... »

BH - Bike como Meio de Transporte

Pouco tempo após ingressar no CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais), nossa família se mudou de Betim para Belo Horizonte (BH).

Se antes utilizava a bike para competir e um pouco como meio de transporte, passei a usá-la quase que exclusivamente da segunda forma, até descobrir as trilhas! :)

Utilizava a bicicleta para ir pedalando para o serviço, para a casa de amigos, para o CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), para o CEFET, fazer compras, ir a clubes... Enfim "mil e uma utilidades". :)

No início usava muito a bicicleta de bicicross, depois uma Barraforte Circular vermelha e uma Mountain Bike genérica, até comprar a minha bike KHS, estrela atual das minhas pedaladas! Muitas vezes, em virtude do trânsito que naquela época, anos 90, já era complicado, conseguia chegar nos lugares desejados mais rápido do que se fosse de carro e muito mais rápido do que de ônibus.

Pode-se dizer que meu 'batismo nas trilhas' aconteceu quando já morava em BH, o que relatarei posteriormente, junto com algumas aventuras ao lado de meus irmãos e primo e um grupo que cheguei a conhecer e até hoje acompanho, de longe, suas atividades: Bike-BH.

Aos poucos contarei várias histórias deste período que morei em BH.

Pedalei!

Leia mais... »